



PS: Interessante a lembrança de Otávio Almeida. A música que toca ao fundo quando Robin e Marion dançam à noite, "Sea-Maiden", do The Chieftains, também aparece na trilha sonora de "Barry Lyndon".









Como a geração sexo-drogas-e-rock-and-roll salvou Hollywood
Leitura deliciosa da primeira à última página que vai além da mera fofoca sobre os hábitos sexuais, o vício nas drogas e o pedantismo de certas personalidades. O livro de Biskind exemplifica bem a importância dos anos 70 e dos diretores que mudaram as regras e foram engolidos pelo sistema em menos de 10 anos. Fantástico.


501 filmes que devem ser vistos
É uma obra da Larousse, o que indica uma boa qualidade visual e de material, mas é indicada para iniciantes e curiosos. Na relação faltam obras essenciais, certos diretores não têm nenhuma obra, outros têm apenas um filme, há muitos filmes recentes (anos 90 em diante) de gosto duvidoso e os comentários são sem profundidade e nivelados por baixo, repletos de adjetivos - fabuloso, fantástico, espetacular - sem explicar sequer o porquê desses elogios. Não vale os R$ 99,00 que paguei por ele.




1001 filmes para ver antes de morrer
Ao contrário do livro da Larousse, e nem tanto pela quantidade de títulos, mas pelo critério de seleção, é um livro excelente. Que pese a ausência deste ou daquele filme, ou a inclusão de certas obras, há um equilíbrio entre obras consagradas e muitas (eu disse muitas) obras desconhecidas com comentários críticos e um texto cativante. Alguns críticos pecam por escreverem spoilers de certos filmes, e há algumas falhas de tradução ou mesmo de informação - títulos, anos e profissionais errados - em pequena quantidade, que não influenciam no prazer de ter a obra na estante.
Pauline Kael é a mais influente crítica de cinema da história - e, de fato, foi personagem tão ativa quanto os diretores nos anos 50 a 80, inclusive sendo tendenciosa e parcial com nomes que eram amigos ou com quem a destratava. Isso não impede suas análises diretas, irônicas e únicas de serem uma leitura saborosa.



Guia Ilustrado ZAHAR de Cinema
Visualmente rico, bom material, fácil de manusear e recheado de informações. Pode haver contestações com ausências de referências ou na escolha dos 100 filmes essenciais, mas a obra tem história, gêneros, países, movimentos, diretores e filmes importantes. Delicioso para passar o tempo e se perder.
Dicionário de Cinema - Os DiretoresVerbetes diretos, simples, com um "quê" de opinião em muitos casos, e filmografia de milhares de diretores de todo o mundo. Obra de referência obrigatória.




- Taxi Driver
- O Exorcista
- Ilha do Medo
- Sinais
- E O Sangue Semeou a Terra





- Os Canhões de Navarone



- Tempestades D'Alma
- RUSH - Uma Viagem ao Inferno
- Zombie



- Superman 2 - The Richard Donner Cut - Amor sem Escalas
- A Identidade Bourne
- Desafio do Além
- O Tesouro do Barba Ruiva
- A Estrada
- Vírus
- O Ataque dos Vermes Malditos
- O Homem de Alcatraz


- Simplesmente Complicado
- Um Homem Sério
- Julgamento em Nuremberg
- A Loja da Esquina
- O Mais Longo dos Dias


- Daybreakers
- A Caixa
- O Início do Fim
- Rebeldes e Heróis
- Sem Lei e Sem Alma
- O Mais Longo dos Dias

- Amelia
- Percy Jackson e o Ladrão de Raios
- Um Sonho Possível
- Um Olhar do Paraíso
- Coração Louco


- Legião
- O Fim da Escuridão
- Cadê os Morgan?
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9 comentários:
Fiquei instigado a ver o filme depois dessa sua frase final, porem é improvável que aconteça, não tenho saco o suficiente pra aguentar Robin Hood até o fim...quando sair de cartaz me conta! hehe
Ué... .não tem saco por causa do personagem? Sempre gostei dos filmes de Robin Hood nos cinemas, com exceção daquele do Mel Brooks.
Bah, o do Mel Brooks é o meu preferido. Na verdade não gosto mesmo é da versão do Michael Curtiz, apesar do Errol Flynn ser o cara dos Robins.
Esse me parece muito decorado, mas pouco elaborado. A sensação é que, para Ridley, tudo se resume a uma grande sequência de guerra - muito bem conduzida, diga-se. Durante a viagem até o final, não há expectativa no espectador sobre o que acontecerá.
Abs!
Mel Brooks já teve momentos BEEEEM melhores
Eu gostei muito do Robin Hood exatamente por ser a história do homem por trás do mito. Achava aquelas versões do Errol Flynn e a mais recente com o Kevin Costner um porre porque insistiam em dar um tom de heroísmo que não necessariamente corresponde a imagem que eu tenho do personagem. Nisso tiro o chapéu para o Ridley Scott.
Cultura? O lugar é aqui:
http://culturaexmachina.blogspot.com
Aí entra o choque de visões: não existe homem por trás do mito porque só existe mito, não é uma biografia... E o mito existe há 7 séculos. Ano que vem, vão criar outra versão em que ele era francês e não britânico, e por aí vai...
O erro, a meu ver, é não saber se privilegia a narrativa e o ritmo ou o aspecto histórico. O filme não se decide entre um lado e outro...
Pois é, acabou a ingenuidade...
Como espectador comum, eu diria que esse "Robin Hood" entra pra brigar (e perder) com filmes como "Coração Valente", "Gladiador" e tantos outros épicos. Menos com qualquer filme com o nome Robin Hood no título. Mas é divertido na medida certa, empolga e faz um convite eficiente pela torcida por Robin e Marion (Cate Blanchett). O romance entre os dois é construído com extrema paciência e convence na inicial troca de olhares até chegar à inevitável entrega ao sentimento.
Por outro lado, com um olhar crítico, digo que a produção é uma bagunça na construção da trama, que peca pelas coincidências de folhetim e fica dividida entre o real e a ficção. Daí terminar o filme com a mensagem “E a Lenda Começa…” parece conversa pra boi dormir, já que os 140 minutos que nos deixaram sentados no cinema são reais apenas para quem acredita em Papai Noel.
Abs!
O Robin Hood do Mel brooks só não é o fundo do poço porque depois teve "Drácula Morto mas Feliz".
Quero ver, mas com a devida cautela.
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